Segunda-feira, Julho 17, 2006

Por traz de um (a) grande homem (mulher) ...

Por traz de um grande homem, sempre há uma grande mulher. Por traz de uma grande mulher, sempre há um grande homem. Enfím, a maior condição para crescermos na vida, não é só estar no lugar certo, na hora certo, é preciso que estejamos com a companhia certa ao nosso lado. A pessoa certa ao nosso lado faz toda a diferença. O verdadeiro companheiro é aquele que sabe a hora de falar e a hora de calar. Que aceita ser o nosso suporte. Que saiba nos aconselhar quando estamos em dúvida. Que nos acolhe nos momentos de angústia e nos dá bronca nos momentos necessários. Não basta que seja apenas marido ou esposa, precisa ser de fato, companheiro ou companheira. Precisa saber falar e, principamente, saber ouvir. Que pense junto para crescer junto.

Infelizmente, acho que a maioria dos namorados não pensa nisto antes de casar. Eles não pensam que irão precisar de um (a) companheiro (a) para o resto da vida. Em geral, preocupam-se com paixão e amor e nem sempre com companheirismo. Muitos me dirão que o companheirismo é intrínseco ao amor. Mentira! O companheirismo é o dom que certas pessoas têm de se entregarem tudo que têm e são para o outro. É o dom de se doar, de abdicar, de acompanhar o outro. Nem todo companheirismo vem atrelado ao amor-paixão, tampouco todo amor-paixão é companheiro. Uma coisa existe sem a outra. Alguns amores sem companheirismo podem durar a vida inteira porém com prejuízos para ambos lados. Alguns companheiros jamais serão amor-paixão mas podem manter uma relação também de vida inteira. Isto não significa, porém, que possa existir companheirismo sem amor. Não falo do amor-paixão, falor do amor solidário. Do amor maior, que existe entre pais e filhos, entre irmãos, familiares, até entre alguns amigos muito especiais. Em suma, para existir companheirismo entre dois seres, precisa existir amor entre eles.

Todo companheirismo gera sacrifício. Para crescer sempre é necessário algum sacrifício. E companheiro que é realmente companheiro, admite abdicar de planos, sonhos, o que for necessário, para que o outro cresça. E , ao crescer, companheiro que é companheiro, não esquece o outro, carrega junto, sempre junto, o outro.

O companheirismo nem sempre é bilateral, existe companheirismo unilateral. Quando apenas um dos dois na relação é companheiro, aceita a condição de dar sem receber. Quando apenas um abdica de todos os seus sonhos em prol do outro, realiza-se através das realizações do outro. Esses são os casos de executivos extremamente bem sucedidos que possuem em casa uma esposa-companheira dedicada somente e tão somente as tarefas do lar. Estas não têm vida própria, vivem para o comforto da marido e dos filhos. Por favor, não quero generalizar. Nem sempre um esposa dona-de-casa é uma companheira sem retorno. Algumas se realizam com estas tarefas, e têm no marido que permite que elas se dediquem à casa e filhos, um companheiro que as apoia e sustenta. Porém, existe uma grande parcela delas que não está realizada, pelo contrário, está extremamente frustada. Mas não ousa sequer falar do assunto porque o marido precisa de uma companheira em casa, para dar-lhe o suporte necessário. Existem ainda, as que apesar de nunca terem pensado em ser donas-de-casa, surpreendem-se realizando-se por completo nesta tarefa, porque criam laços muito fortes de companheirismo com seus maridos. Elas desejam crescer juntos, mesmo se estão sendo sacrificadas. Afinal, não existe crescimento sem algum sacrifício. E este sacríficio é daqueles que sabem ser companheiros no momento certo, na medida certa.

4 comentários:

Lisavieta disse...

Oi, Olga!
É verdade, não existe companheirismo sem tolerância, sem q ambas as partes cedam um pouco.
Paixão por paixão passa, chega um dia q ela esfria, e se a relação no for alicerçada em bases mais fortes como confiança, amizade e cumplicidade, é apenas mais um "fim de caso".
Eu eu me atrevo a ir um pouco além... por trás de cada um de nós, existe a soma de todos q nos influenciam diariamente!!! Somos a soma de todas as nossas experiências!
Um grande abraço.

Xande disse...

Oi companheira,
Acompanhando suas belas cronicas e comentarios, acho que sou o primeiro representante do sexo masculino a "post um comment"... mas nada mais apropriado dado ao assunto que me faz relembrar um longo papo nosso na varanda do apartamento de seus pais... tantos anos se passaram, mas voce continua sendo uma grande amiga e companheira...Beijos... Xande

Anônimo disse...

Querida Olga
Gostei muito da sua crônica e sabemos que companherismo em todos os sentidos nos soma para nos aperfeiçoarmos cada vez mais , são olhares diferentes vislumbrando o mesmo objetivo .
Beijos
Martha

A Mente da Mulher disse...

É, Olga, somos pessoas de sorte. Conquistar um amor-companheiro e saber cultivá-lo não é para qualquer um não.

Beijos!